
Entrevista Luís Gomes
 |
Luís Gomes
|
Como foi iniciado o trabalho de construção do modelo de comunicação na Mana?
Há três anos, Marcio Carneiro apresentou uma proposta de consultoria que aprovamos, sobretudo por ser diferenciada. Engenharia é um campo árido, e é muito difícil para quem não é da área traduzir sua linguagem. Estava claro que, antes de produzir peças de comunicação, o profissional deveria entrar nas vísceras da empresa, conhecer e aculturar-se. Inicialmente, fizemos um amplo e estratégico diagnóstico da organização, que não abordou apenas aspectos ligados à comunicação. Nele, confirmou-se que a nossa comunicação era ruim. Paralelamente, reavaliamos o sistema de gestão. As discussões evoluíram e culminaram na criação do Comitê de Gestão e do CRC. A nova forma de gestão e a inserção do CRC nesse modelo estão afinados desde o começo.
As peças de comunicação aumentam a interlocução, chamam a atenção para os conteúdos corporativos, contribuem para a aculturação dos profissionais. Esses resultados já são observáveis. Na sua avaliação, o que é mais importante nesse aspecto?
O fato de que as pessoas, independente da posição que ocupam, têm conhecimento equânime de todas as facetas da empresa. Muitos colaboradores comentam sobre a importância do I-Mana, sobre a qualidade dos conteúdos. No próprio boletim já foram divulgados depoimentos nesse sentido.
Os colaboradores têm enviado mensagens sobre o trabalho do CRC que freqüentemente são divulgadas no I-Mana. Como as avaliações da comunidade a respeito do trabalho da comunicação têm chegado até a direção da empresa?
Recebemos retornos principalmente sobre o I-Mana, seu conteúdo e a abordagem em termos de efetiva fonte de conhecimento sobre como a empresa interage com a coletividade. O boletim informativo, por sua natureza, é mais sujeito a comentários, todo mês introduz novidades. Gerentes e gestores falam frequentemente sobre a importância dos meios de comunicação, site, mural, e-mail marketing, boletim. Também recebemos avaliações a respeito da nova logomarca da Mana, considerada sóbria, discreta e bonita.
Os veículos, a exemplo dos boletins, cartilhas, manuais e site, têm naturezas e objetivos distintos, mas o produto final é a informação. O principal objetivo do CRC é a divulgação de informações precisas e integrativas, e o maior ganho é evitar a circulação de notícias equivocadas. Qual a sua avaliação a esse respeito?
Antes da implantação do CRC, havia um grande distanciamento entre o que pensava a alta administração e o que chegava à comunidade. Além disso, como reflexos da desinformação, boatos e comentários equivocados se disseminavam com facilidade. Ao mesmo tempo em que não existia sistematização da informação precisa e consistente, havia uma consolidação do modelo informal que criava o cenário de desinformação e falta de integração. A gestão profissionalizada da comunicação trouxe mudanças significativas.
|