
A partida do Reator T
No início do mês de agosto, as equipes da Mana envolvidas no projeto de ampliação da área de produção de PVC, Unidade de Vinílicos da Braskem, receberam mensagens de gestores da companhia parabenizando pelo sucesso na partida do Reator T. O contrato estava em andamento pela aliança Odebrecht-Braskem e a Engenharia, a cargo da Mana, sob a responsabilidade da equipe de Sérgio Klavin.
O objetivo da implantação do novo reator é dar maior flexibilidade operacional à planta, permitindo que os outros 18 reatores de polimerização fossem liberados, um a um, para troca ou manutenção, sem impactos na produção. Em paralelo, a Braskem trabalhava em projeto de automação da unidade, implantando moderno sistema de controle.
“O projeto de automação do Reator T começou quando os outros projetos já estavam em andamento. Tivemos dificuldade inicial de interfaces porque a automação não havia sido planejada. Participamos de reuniões e montamos esquema de atendimento específico para conseguir reunir as informações e definir o que ia ser feito”, relata Roberto Werneck, Gerente de Automação.
Montada a equipe, um profissional foi designado para promover a interface com a Engenharia, que envolvia Odebrecht, Braskem e Mana. O projeto de automação do reator, embora pequeno, reunia complexidades. Era preciso acompanhar o projeto que já estava em andamento e iniciar um novo, que deveria ser concluído em paralelo. “Havia a automação da unidade e a gente estava fazendo a automação do reator. Muito do que especificamos teve que ser seguido pelas outras equipes, ou seja, a interface era muito grande com a Engenharia e com o fornecedor dos equipamentos”, ressalta Werneck.
A Unidade de Vinílicos da Braskem tinha automação antiga baseada em painéis, o que demandava o deslocamento do operador. O novo sistema é baseado em computadores e sala de controle. No total, foram seis meses de trabalho. Os vários riscos e interfaces receberam tratamento adequado e a partida aconteceu com tranqüilidade. “Uma das coisas intangíveis da automação é a confiança do operador. Se ele vê o sistema dando problema na partida, ainda que seja por conta do projeto, fica com percepção de que algo está errado e isso impacta no desempenho dele na condução da planta. Se não há problema, isso é valorizado”, aponta Roberto Werneck.
Cláudio Porto, Coordenador de Automação, assinala que a vida útil dos sistemas de controle é, em média, de 15 a 20 anos, período em que geralmente entram em obsolescência. As perspectivas em automação são muito boas, na avaliação de Porto. “Trata-se de área de produção nobre, não só pelos novos empreendimentos que exigem sistemas automatizados, mas pelos Revamps, migrações e trocas de sistemas obsoletos por mais novos. O rápido desenvolvimento tecnológico requer participação em cursos, feiras, palestras e congressos”, comenta.
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