
Mercado em Expansão
A contratação dos modelos EPC e EPCM para a implantação de empreendimentos é uma tendência, aponta Antônio Müller, Presidente da AEM. “O cliente tem menor participação e interferência. Além disso, o EPC oferece prazos menores de implantação. O epecista assume os riscos e as interfaces entre cliente e contratada ficam bem menores”, aponta.
Se por um lado o segmento de engenharia sente os impactos de um acanhado crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, em torno de 3% ao ano, e as perspectivas quanto ao crescimento da economia mundial não são muito positivas, as exportações têm mercado amplo e grandes corporações, a exemplo da Petrobras e Vale do Rio Doce, têm procurado modelos epecistas.
“A área petroquímica passa por fase de adaptação e não está em condição tão positiva, mas as perspectivas são boas no Rio de Janeiro e em Pernambuco. Geração de energia elétrica e a área de papel e celulose também podem gerar negócios para a Tridimensional. De imediato, temos o setor de petróleo, nos serviços em refinaria, unidades de compressão e skids de menor porte nas plataformas. O biodiesel é um segmento que permite maior flexibilidade e absorção dos EPCs”, analisa Antônio Müller.
A primeira etapa a cumprir é a entrada no cadastro da Petrobras, o Progefe (Programa de Gestão de Fornecedores de Engenharia). Müller vislumbra dois desafios que vão ocupar os primeiros meses de vida da Tridimensional: a capacitação e a contratação de mão-de-obra. As oscilações do mercado, a crise na engenharia e o posterior reaquecimento geraram um déficit de capital intelectual que precisa ser corrigido, assinala Müller. “Vamos ter foco em parcerias com empresas de tecnologia e com larga experiência nas áreas de refino e offshore”, adianta.
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