
Mais tecnologia para o petróleo nacional
 |
| Refinaria Getúlio Vargas é continuamente capacitada a produzir combustível mais limpo |
Os serviços de engenharia de projeto para levantamento de quantitativos, consolidação dos projetos básicos e pré-detalhamento para a carteira de Coque e HDT da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, mostram significativos avanços na qualidade do Produto Mana em diversos aspectos.
Toda a experiência e qualificação na área de projetos de engenharia, acumuladas ao longo dos anos de existência da empresa, foram ampliadas com o desenvolvimento de novas metodologias e de tecnologia própria para automatização de projetos. Assim, a integração entre softwares comerciais e o ACFEED (análise de consistência do Feed) da Mana tem sido fundamental para a precisão e excelência dos projetos.
O Feed para a Repar, o contrato PTB12, foi iniciado no dia 14 de julho de 2006, tem conclusão prevista para 9 de maio de 2007 e envolverá 64 mil HH (homens/hora), média mensal de 40 colaboradores, e total de 700 documentos emitidos.
“A PTB12 representa importante evolução, sobretudo no uso do workshare, ferramenta que atualiza o banco de dados do Smart Plant P&ID (SPPID), o primeiro instalado no Brasil pela Sisgraph, e permite projetos compartilhados”, ressalta Cordélia Rios, Diretora de Produção.
Os Feeds contratados pela Petrobras têm o objetivo de projetar novas e melhores unidades industriais para as dez refinarias da companhia no Brasil. Assim, estarão cada vez mais capacitadas a processar petróleos de diferentes características e origens, e a produzir combustíveis com baixo teor de enxofre e qualidade internacional. No caso da Repar, um de seus produtos, o diesel metropolitano com baixo teor de enxofre, contribui decisivamente para a qualidade ambiental da região de Curitiba, no Paraná.
O processo de modernização e otimização das refinarias da Petrobras custou até agora US$ 750 milhões em investimentos somente na redução do enxofre. Em 1994, o teor de enxofre do diesel era de 13 mil ppm (partes por milhão), chegando agora a 500 ppm por cm³ de combustível, uma redução significativa. Até 2009, a Petrobras anuncia que investirá US$ 1,5 bilhão no programa de melhoria de qualidade do óleo diesel, e US$ 1,6 bilhão no programa de melhoria da qualidade da gasolina produzida pelas refinarias.
O dióxido de enxofre surge, sobretudo, como resultado da queima de óleo combustível, carvão e diesel. A redução do teor de enxofre tem influência direta nas emissões veiculares e, dessa maneira, na melhoria da qualidade do ar. O novo diesel já é comercializado nas principais capitais brasileiras e, segundo cálculos da Petrobras, vai reduzir em 17 mil toneladas por ano a presença de enxofre na atmosfera. Entre as conseqüências positivas estão a redução do fenômeno da chuva ácida e dos danos a prédios e plantações. Com isso estima-se economia de US$ 56 milhões por ano. A partir de 2010, as refinarias da Petrobras deverão produzir diesel com ainda menor quantidade de enxofre, 50 ppm.
|