|

Uma iniciativa inovadora
 |
Equipes atuam nas modernas instalações
do consórcio no centro do Rio de Janeiro |
Seja pela estrutura ou pelo modelo dos relacionamentos, o PMP contribui para formar uma nova engenharia
Juntas, Planave, Mana e Projectus criaram no consórcio uma estrutura de nova empresa. E os três membros do Conselho Diretor revelam que a intenção é perpetuar a aliança em outros contratos. “Estamos avaliando aspectos motivacionais das equipes do consórcio e pretendemos que essa organização tenha características próprias”, afirma Luís Gomes.
A importância de manter continuamente a comunicação com o grupo de trabalho do PMP é ressaltada por Márcio Ramos. “Apresentamos o consórcio e sua dinâmica às equipes, nos aproximamos das pessoas para que todas recebam as informações de forma correta e plena. É muito importante consolidar referenciais”, explica Márcio.
A mudança na forma de contratação da Petrobras, que acontecia de maneira segmentada e passou a ser realizada sob regime de EPC – Engineering, Procurement and Construction, vem promovendo transformações no relacionamento entre empresas de engenharia e as epecistas. A visão diferenciada da Odebrecht, líder do Conpar, no que diz respeito à valorização da engenharia tem permitido ao PMP a realização de trabalho diferenciado em termos de metodologia e tecnologia de execução de projeto. “A automação de projeto que estamos desenvolvendo é um case. Nesta dimensão e nível de interfaces, esse processo é único no País”, adianta Luís Gomes.
“Hoje em dia, o consórcio é uma forma de mobilizar recursos com mais facilidade e a sinergia entre as empresas consegue agregar valor, desde que seja bem feito como fizemos aqui. A participação do Conpar de forma tão estreita conosco é, sem dúvida, determinante para o sucesso do PMP”, relata Márcio Ramos. O modelo de trabalho estabelecido na relação entre os dois consórcios é singular para os profissionais do PMP e também para os integrantes do Conpar. Renato Rodrigues, Diretor do Contrato pelo Conpar, conta que, com 33 anos de experiência profissional, considera o momento desafiador e de grande aprendizado.
“O País vive um momento de crescimento e a Petrobras concentra muitas das obras do PAC. A engenharia nacional não está pronta para dar conta desse volume de negócios que está surgindo. No futuro bem próximo, teremos muitas obras e todas passam por esse primeiro ponto, a engenharia. Vivenciamos nas décadas de 80 e 90 uma significativa retração no mercado de engenharia e essa parada está sendo sentida agora, com a carência de profissionais. Recuperar essa defasagem é um desafio enorme e envolve qualificação. O PMP e o Conpar estão dando sua contribuição. Estou gostando muito do trabalho que o PMP está realizando”, diz Renato Rodrigues.
O objetivo desse empreendimento realizado pelo Conpar na carteira de Gasolina da Repar - a construção, em 36 meses, de oito plantas em paralelo e com a realização simultânea do projeto pelo PMP – cria uma dinâmica diária que exige coordenação diferenciada.
“Se fazemos uma boa engenharia, a construção fica muito mais fácil. A engenharia está acontecendo ao tempo em que o empreendimento é desenvolvido. Freqüentemente, as empresas de engenharia fazem projetos que somente se materializam em empreendimento anos depois. Fazer com que os dois processos se realizem simultaneamente é a nossa grande missão”, afirma Rodrigues.
O relacionamento estreito entre os dois consórcios se dá também pela proximidade física: parte da equipe do Conpar, a exemplo do próprio Renato Rodrigues, compartilha as mesmas instalações com a equipe do PMP. “A união das pessoas e a possibilidade de juntar todas essas empresas e suas experiências representam um diferencial extraordinário. E em nossa estrutura, podemos disponibilizar recursos fundamentais, como a sala de treinamento, que funciona como uma escola para formar os mais jovens. Isso significa valorização da engenharia. Estamos contribuindo para montar as bases de uma nova engenharia”, ressalta Rodrigues.
Método
Conhecer o consórcio PMP em suas particularidades é descobrir que se trata de uma iniciativa inovadora em muitos aspectos. A começar pelo relacionamento estabelecido entre Conpar e PMP. O desenvolvimento da documentação e do projeto não se dá por meio de uma relação entre cliente e contratada nos moldes tradicionais. Profissionais do Conpar e do PMP trabalham juntos, no mesmo grupo, à frente de funções que mais têm a ver com seus perfis. Assim, nas equipes das disciplinas de engenharia não é incomum encontrar colaboradores oriundos do Conpar.
“Inicialmente, consideramos que o grande salto que esse consórcio vai dar, seguramente, é na nossa maneira de conduzir o projeto. Trabalhamos em aliança, isto é, os colaboradores, independente da origem, PMP ou Conpar, atuam de acordo com o seu perfil, o que potencializa as contribuições de cada um, facilita o diálogo e agiliza o processo da transmissão das informações. Temos o mínimo de formalismo na tramitação da documentação. Além disso, a automação vai garantir qualidade e confiabilidade, principalmente na passagem das informações de uma disciplina para a outra”, afirma Alexandre Lisboa, Gerente do Consórcio pelo PMP. E os diferenciais não acabam por aqui. A automação de projetos e as facilidades criadas no desenvolvimento dos trabalhos são os principais aspectos da metodologia empregada nas atividades desenvolvidas no consórcio.
A metodologia empregada na elaboração do projeto, embora não seja nova, é fruto de reflexões e experiências de um grupo de engenheiros que participou de outros contratos de engenharia há alguns anos e teve agora a oportunidade de se reencontrar para realizar este trabalho para a Repar. Entre eles o próprio Alexandre Lisboa; o Gerente de Engenharia pelo Conpar, João Rochedo; e o Coordenador de Projetos pelo PMP, Eduardo Martins.
No intervalo em que o grupo não atuou junto, a metodologia que começou a elaborar não se perdeu. João Rochedo continuou utilizando-a em contratos, inclusive em trabalhos que realizou junto com a Mana na Bahia. Agora, com a oportunidade criada pelo PMP de reencontro da equipe original, essa metodologia encontra condições ideais para sua reedição atualizada. Aqui se encerra o maior dos desafios do trabalho conjunto entre Conpar e PMP.
Estrutura
Em setembro do ano passado, quando os trabalhos foram iniciados no escritório do PMP, no centro do Rio de Janeiro, a equipe tinha 40 profissionais. Hoje são 230 pessoas, entre integrantes dos dois consórcios, incluindo o pessoal das áreas administrativas.
A estrutura do escritório é outro diferencial do PMP. As instalações modernas, com mobiliário e equipamentos planejados para o conforto das equipes, abrigam ainda uma ampla área para treinamentos. O espírito de corporação é facilmente percebido e algumas ações vêm fortalecendo a comunidade, como os encontros semanais para partidas de futebol e outras atividades de integração.
“Estamos iniciando um processo de diagnóstico de clima organizacional, a fim de saber quais as impressões e aspirações da equipe, verificar se as propostas do consórcio se materializaram e repercutem na satisfação dos nossos profissionais, fazendo eventuais ajustes que venham a se mostrar necessários. Tivemos um encontro de integração onde apresentamos o consórcio às equipes, inclusive com participação dos membros do Conselho Diretor”, revela Lisboa.
Embora os serviços tenham sido iniciados efetivamente em setembro de 2007, em junho as equipes do PMP começaram a ser formadas. O objetivo era reunir colaboradores das três empresas, além de prospectar bons profissionais disponíveis no mercado. No mesmo mês, cerca de 40 pessoas já atuavam diretamente no consórcio. Deste grupo, a maior parte dos membros era oriunda das equipes de Automação de Projetos da Mana, do NDT – Núcleo de Desenvolvimento e Tecnologia.
A ampliação das equipes começou em setembro, quando muitos colaboradores foram contratados especificamente para atuar no consórcio. Para alinhar os grupos de trabalho, o Conpar estabeleceu que o sistema da Qualidade, bem como os procedimentos administrativos e de Tecnologia seguiriam os padrões da Mana. “Trata-se de um projeto de ponta, com muita tecnologia envolvida, oriunda substancialmente da Mana. Montamos uma nova empresa e o Conpar apontou como queria estruturá-la. A Mana foi benchmark”, explica Eduardo Martins, Coordenador de Projetos do PMP.
|