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A serviço da construção
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Os engenheiros e técnicos do PMP
elaboram
o projeto das oito
unidades do on-site da
Refinaria
Presidente Getúlio Vargas |
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João Rochedo, Gerente de
Engenharia do Conpar |
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José Ricardo Ribeiro, Engenheiro
de Equipamentos da Petrobras |
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Movimentação de máquinas durante
o trabalho
de preparação do terreno |
As demandas da obra orientam o projeto, que segue nova dinâmica
As circunstâncias que reuniram Planave, Mana e Projectus têm tudo a ver com a própria condução do megaprojeto da Repar. A Planave e a Projectus, que tinham realizado o Feed para a modernização da refinaria, foram convidadas pelo Conpar para o complemento do projeto básico e o projeto executivo. A Mana integrou o consórcio em razão, sobretudo, de dois fatores. O grupo de profissionais da engenharia do Conpar já havia realizado trabalhos bem-sucedidos com a Mana, e foi com ela que o Conpar elaborou a pré-engenharia para a licitação referente ao atual contrato.
A experiência no trabalho com a Mana é do Gerente de Engenharia pelo Conpar, João Rochedo. “Quando a participação da Planave e da Projectus estava definida, conversei com o Renato Rodrigues, Diretor do Contrato, e fiz a proposta de convidarmos a Mana, por conta de sua experiência com tecnologia de projeto, organização e metodologia. O próximo passo foi aproximar as três empresas para juntas montarem o consórcio”, conta Rochedo que, junto com o engenheiro Ricardo Magalhães, está aplicando a metodologia de execução do projeto orientado para as necessidades do empreendimento.
E é o próprio João Rochedo quem define o método: “Uma coisa é você apresentar o documento executado corretamente e encaminhar ao arquivo técnico para aguardar o dia em que a construção será realizada. Outra coisa é você apresentar um documento executado corretamente, no time requerido pela obra e no conjunto de informações que a obra precisa, não no conjunto de informações que o projeto precisa. É um pouco diferente, mas faz uma diferença muito grande. Estamos construindo uma planta, não o projeto de uma planta”, resume.
Essa visão diferenciada redimensiona a curva tradicional de um projeto de engenharia. Aqui, não estão no foco apenas necessidades do projeto ou de faturamento, mas a sua compatibilização com a seqüência da construção. “São interesses completamente distintos”, aponta Ricardo Magalhães.
Conduzir o projeto atendendo à seqüência da obra requer atuação com base na lógica do empreendimento, antecipando cenários, inclusive. Aí está o diferencial a que Magalhães se refere. “Um exemplo prático: se tivermos que fazer um pipe rack de 650 metros, interessa fazer primeiro o desenho do topo? Não. Primeiro é preciso fazer a fundação. Desenhar a superestrutura significa avanço, mas não é essa a seqüência que a obra precisa, e quando a superestrutura começar a ser realizada, a fundação estará concretada”, explica Rochedo.
O cronograma dinâmico da obra é flexível para modificações nas prioridades, por conta de ocorrências como, por exemplo, a mudança das condições climáticas. E o projeto também deve estar pronto para mudar as prioridades. “Muitas vezes o projeto inteiro é realizado sem contemplar as condições adversas de uma obra. Não há uma seqüência conveniente, não se olha para fora”, aponta Ricardo Magalhães.
As inovações implementadas pelo PMP e Conpar estão sendo acompanhadas de perto pela Petrobras e têm sido bem avaliadas. “Esse consórcio nos surpreendeu, são inovações que não conhecíamos. A gente vem acompanhar de perto, somos co-responsáveis”, diz José Ricardo Ribeiro da Silva, engenheiro de equipamentos da Petrobras. Ele revela que já existem estudos na área de automação de projetos na petroleira. “Tenho conhecimento de que estão sendo desenvolvidas pesquisas nessa área”, garante.
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