
Entrevista com Cordélia Rios
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| Cordélia Rios |
Em entrevista ao I-Mana, a Diretora de Produção, Cordélia Rios, fala sobre estratégias de crescimento e suas expectativas quanto aos rumos do desenvolvimento da Mana diante dos avanços tecnológicos, das definições políticas e do comportamento do mercado.
A diversificação de serviços é uma das principais vertentes do crescimento da Mana. Qual a expectativa de desempenho das atividades em automação industrial?
A Mana está muito bem posicionada no mercado nacional, em seu melhor momento. A diversificação foi um caminho natural nesse contexto. A automação industrial envolve possibilidades concretas de entrarmos nos mercados de siderurgia, mineração, papel e celulose. Trata-se de uma de nossas mais importantes estratégias.
Falando em estratégias, de que forma elas têm sido definidas e o que está em avaliação?
Iniciamos em novembro de 2006 o programa de Gestão Estratégica visando preparar a empresa para o futuro. E uma das iniciativas foi criar o Comitê Estratégico. Não queremos ser a maior empresa, mas ser reconhecida a melhor empresa, tanto para os colaboradores quanto para os clientes.
Na sua avaliação, qual deve ser o posicionamento da Mana no mercado?
Estamos trabalhando para chegar na rota do “Oceano Azul”, conceito abordado pelos autores W. Chan Kim e Renée Mauborgne. A estratégia é a seguinte: a empresa que produz de forma diferenciada, com prazo, qualidade e confiabilidade, se afasta da guerra da concorrência, o conceito de “Oceano Vermelho”, e entra no oceano azul, onde pode “nadar com mais fôlego”. E a Mana está nessa direção, se qualificando como uma empresa diferenciada a partir de resultados concretos, sobretudo com o avanço contínuo na automatização de projetos, demonstrado no contrato da UTG-Sul, no Espírito Santo. Queremos ser empresa que atenda o conceito do notório saber.
O que o Comitê Estratégico planeja em termos de melhorias nos processos produtivos, estrutura e gestão operacional?
O Comitê Estratégico define as diretrizes e objetivos para obter melhorias necessárias à busca do “Oceano Azul”. Já estamos desenvolvendo alguns projetos prioritários, um deles é a ampliação da plataforma de TI (Tecnologia da Informação), com o objetivo de aumentar a integração entre os escritórios e otimizar o uso de nossas tecnologias. Mais um projeto envolve a capacitação de profissionais, com base no conhecimento das competências de cada um e de seus perfis. Outra definição que considero importante na gestão operacional é a participação dos profissionais do NDT nas equipes dos contratos, tendo em vista as demandas de todo projeto por desenvolvimento e customização, além do banco de dados para projetos cada vez mais automatizados.
O anúncio do PAC (Programa para Aceleração do Crescimento) pelo governo federal aumentou a expectativa de crescimento da economia esse ano. Como você avalia os reflexos dessa política no mercado de engenharia?
O maior ganho para a engenharia foi a decisão do atual governo com relação ao conteúdo nacional, quando se definiu que os investimentos públicos em engenharia devem ser realizados dentro do País. Os investimentos da Petrobras, incluindo extração e trata-mento de gás, junto com o PAC aumentam nossas expectativas. O cenário é de aquecimento do mercado, só depende de nós aproveitar as oportunidades.
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