
FEED, novo conceito na engenharia de projetos
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| Maquete eletrônica da Rlam |
Não existe momento mais adequado para definir critérios de redução de impactos ambientais e de custos e melhor operacionalidade do que a fase inicial de implantação ou ampliação de uma unidade industrial. Um projeto básico consistente, que aponte soluções, e o pré-detalhamento reúnem documentos com informações de maior precisão. São esses os produtos do FEED (Front End Engineering Design), modalidade de serviço adotada pela Petrobras, seguindo a tecnologia do PMI (Project Management Institute) e que vem sendo utilizada por empresas privadas com metodologia semelhante.
Entre o projeto básico e a obra, a nova etapa de análise de consistência do projeto básico e pré-detalhamento, inaugurada pelo FEED, representa um grande avanço em todo o processo. Além de resolver falhas no básico, antes de chegar ao detalhamento tem-se a estimativa mais precisa do valor do empreendimento.
A Petrobras iniciou as contratações em FEED em 2004. No ano seguinte a Mana começava seu primeiro FEED, dos off sites da unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, no Espírito Santo, a EPB 16.
Cacimbas tem grande importância estratégica para a Petrobras, que realiza estudos para a construção do Gasoduto de Interligação Sudeste-Nordeste (Gasene*) e a expansão da malha de dutos das duas regiões. São três gasodutos: Cabiúnas-Vitória (Gascav), Cacimbas-Vitória e Cacimbas-Catu. O Gasene faz parte do projeto da Rede Básica de Transporte de Gás Natural (RBTGN), conjunto de gasodutos interligados que irá de Fortaleza a Porto Alegre e de São Paulo à Bolívia. A criação da rede faz parte das medidas para o desenvolvimento da produção na Bacia de Campos e exploração dos blocos off shore da Petrobras.
Um mês antes do início dos serviços de FEED para a Unidade de Cacimbas, a Mana ganhou licitação para o FEED da carteira de gasolina da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), a PTB 10, projeto que começou em janeiro de 2006 e durou até outubro do mesmo ano.
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