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Avanços On-shore
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Os sistemas de injeção de CO2
e água permitem o máximo
aproveitamento do petróleo |
Projetos de implantação de sistemas de injeção de CO2 e água são realizados pela Mana em importantes campos de petróleo e gás da Petrobras
No primeiro contrato firmado com a Contreras, tradicional construtora argentina atuante na modalidade EPC – Engineering, Procurement and Construction, a Mana realiza os trabalhos de complementação dos projetos básico e de detalhamento para implantação do Sistema de Injeção de CO2 (gás carbônico) Alternada com Água em Miranga, um dos principais campos de petróleo e gás da bacia do Recôncavo, da UN-BA – Unidade Bahia da Petrobras, nos municípios de Catu e Pojuca, no norte do Estado.
“Estrategicamente, o vínculo entre as duas empresas agrega competências para ambas as partes, já que a Contreras está investindo na captação de contratos no Nordeste, região em que a Mana está estruturada e é líder de mercado”, explica Eduardo Aragon, Diretor Comercial.
Cerca de 30 pessoas atuam desde abril no contrato, que tem duração prevista de cinco meses para realização dos projetos, com prorrogação por mais dois, para execução do as built (conforme construído). “Nessa etapa do as built fazemos as adequações necessárias nos documentos, a fim de ajustá-los ao que já foi construído na obra”, explica Luiz Fontenelle, Gerente do Contrato.
No escopo dos serviços estão a adequação das instalações de CO2 no Núcleo de Santiago; a construção e montagem de um carboduto entre Santiago e a estação de Miranga A; dos sistemas de recebimento e aumento de pressão de CO2 na estação; e dos sistemas de distribuição de CO2 desde a estação A de Miranga até os poços de distribuição de água no campo de Miranga.
Os instrumentos e equipamentos que vão compor o Sistema de Injeção de CO2 deverão ser especificados para operar em baixas temperaturas (-87°C), uma vez que serão responsáveis pelo transporte do CO2, que está submetido a condições de operação nas quais o fluido pode estar nos estados supercrítico, líquido ou gasoso, exigindo bastante cautela nessas definições. “Estamos desenvolvendo habilidades para especificar esses sistemas, atendendo às condições do CO2, um fluido atípico”, pontua Roberto Kitaoka, Supervisor de Processo.
“A injeção de gás carbônico é um sistema para recuperação de poços de petróleo que vem sendo testado há algum tempo pela Petrobras na UN-BA”, afirma Kitaoka. A participação da Mana gera a possibilidade de atuar na etapa seguinte do empreendimento, nos serviços referentes ao Sistema de Tratamento de Fluidos Contaminados do mesmo campo.
O campo de Miranga foi descoberto em 1965, na bacia do recôncavo baiano, e tem área de 24 km². De acordo com dados do Serviço Geológico do Brasil (antigo CPRM), do Ministério das Minas e Energia, a reserva é da ordem de 119 milhões de barris. Em 1983, foi descoberto gás no campo. A jazida tem área de 20 km² e reserva da ordem de 6,3 bilhões de m³ de gás.
Como funciona o Sistema de Injeção de CO2 Alternada com Água
Durante a extração de petróleo, apenas um percentual do produto é retirado, enquanto o restante permanece concentrado no lençol. Para que sejam reativados, voltando a produzir, os poços precisam ser pressurizados com fluidos (vapor, água ou CO2), cuja escolha será definida de acordo com as características do petróleo.
Embora os procedimentos para aumentar a pressão dos poços possuam alto custo, os investimentos para extrair o máximo de petróleo são válidos, já que o produto está supervalorizado no mercado. A expectativa é que essa inovadora linha de pesquisa desencadeie uma série de novos projetos na Bahia.
Repar
Embora tenha sido motivada pela oportunidade de negócios na Bahia, a parceria com a Contreras foi além. No Rio de Janeiro, equipes da Mana se dedicam a consolidar o projeto básico e a elaborar o projeto executivo para o empreendimento, sob a responsabilidade da Contreras, de implantação de modificações nas unidades existentes de tratamento de água ácida (U-2700) e de recuperação de enxofre (U-2900), além de interligações tie-ins (trechos de tubulações) na Repar - Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná.
Foram concluídos os relatórios da análise de consistência do projeto básico e do Feed da U-2700, U-2900 e das interligações tie-ins. Estão em andamento, a consolidação do projeto básico, o projeto de estaqueamento das bases dos principais equipamentos e a elaboração de FD - Folhas de Dados e da RM - Requisições de Materiais de equipamentos e instrumentos, além do levantamento de materiais de Tubulação, Elétrica e Instrumentação (primeiro MTO - Material Take Off). Todas as especialidades estão envolvidas nas atividades, que têm previsão de conclusão em sete meses.
“Temos domínio das ferramentas necessárias para o serviço, o único desafio é o mesmo que se apresenta na participação em EPCs, que é o de desenvolver o projeto praticamente em paralelo com a obra”, observa Nicola Martino, Gerente do Contrato.
Lagoa Parda
A Mana está concluindo mais um projeto referente à injeção de água para a Petrobras. Tratam-se dos serviços, iniciados em novembro passado, de ampliação da Injeção de Água Produzida para revitalização do Campo de Lagoa Parda (Regalp), em Linhares, no Espírito Santo. A execução do projeto básico e do Feed incluiu levantamentos topográficos e sondagens, e, posteriormente, houve a inclusão de novas atividades no escopo de serviços.
Extraída junto com o petróleo, a Água Produzida possui grande salinidade e diversos contaminantes. Com o projeto, esse material passará a ser filtrado e aproveitado na pressurização de poços de petróleo situados na Estação Coletora de Lagoa Parda. O campo de Lagoa Parda foi descoberto em 1978. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, as reservas originais de Lagoa Parda alcançavam 24 milhões de barris de óleo e 538 milhões de m³ de gás.
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